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Início · Como se sente? · Não consigo esquecer

Não consigo esquecer alguém que amo.

«Porque é que não consigo deixar de pensar nesta pessoa?» «O que é que eu fiz de errado?» A cabeça volta sempre à mesma pessoa. Revê conversas, procura sinais, pensa em escrever. Quando o amor nos rejeita, dói. E tudo bem doer. Isto é para hoje; o resto vem depois.

  1. Agora

    1A vontade de mandar mensagem.

    Escreva aqui tudo o que tem vontade de lhe dizer. Tudo. Não é enviado nem guardado: quando fechar a página, desaparece. Depois, se quiser, espere 20 minutos antes de decidir se manda alguma coisa. A vontade costuma vir em ondas. E as ondas baixam.

    Não é guardado nem enviado: quando fechar a página, desaparece.

  2. Hoje

    2Tirar o gatilho do caminho, sem apagar nada.

    Não precisa de apagar fotografias nem de bloquear ninguém para sempre. Pode só silenciar a conversa por uns dias. Arquivar as fotografias numa pasta. Tirar a pessoa da primeira página do telemóvel.

    • Silenciar não é desistir. É dar tempo à dor sem a alimentar a cada notificação.
    • Ver as redes da outra pessoa costuma reabrir a ferida. Repare como fica depois de ver.
  3. Esta noite

    3Não atravessar a noite sozinha ou sozinho.

    As noites costumam ser o mais difícil. Talvez possa combinar com alguém de confiança uma chamada, nem que sejam dez minutos. Comer qualquer coisa, mesmo sem fome. Se a cabeça não desliga, a respiração guiada ajuda o corpo a abrandar.

    • Se a dor for tanta que pense em fazer-se mal, ligue 1411 ou SNS 24, 808 24 24 24, opção 4, a qualquer hora.
  4. Nos próximos dias

    4Dar nome ao que perdeu.

    Não se perde só a pessoa. Perdem-se rotinas, planos, uma versão de si. Escrever o que perdeu, uma coisa de cada vez, ajuda a separar a saudade da pessoa da saudade do que imaginou com ela.

Pâmela Friedericks

Pode falar comigo

Não precisa de chegar com tudo organizado.

Sou a Pâmela Friedericks, terapeuta de orientação psicanalítica. A primeira consulta é uma conversa, online, de 50 minutos: para perceber o que está a viver e se a terapia faz sentido para si. Sem compromisso de continuar.

Não faço diagnósticos nem receito medicação. Se for preciso, digo-lhe a quem recorrer.

Avaliação de lançamento: 15 € até 30 de novembro (depois, 25 €).

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Se ainda não é altura de falar

E tudo bem. Pode começar sozinha ou sozinho, ao seu ritmo. Uma árvore do Florescer são quatro semanas de momentos curtos, grátis, e o que escreve fica no seu aparelho.

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«O amor rejeitou-me»: porque dói tanto

A rejeição toca num medo antigo: o de não ser suficiente para ser amada ou amado.

Por isso uma rejeição de agora pode acordar outras, mais antigas. E doer muito mais do que a relação parecia valer.

Duvidar de tudo em si, depois de uma rejeição, é muito comum. Essa dúvida fala mais da ferida do que do seu valor. Mais em a voz que diz que nunca chega.

Quando a história se repete

«Porque é que acabo sempre no mesmo sítio?»

Dizer que algo se repete não significa que escolheu sofrer. Muitas vezes é uma forma antiga de amar, aprendida cedo, que ainda não teve espaço para ser olhada.

Leia com calma: padrões que se repetem e sei o que devia fazer, mas não consigo.

Quando pedir ajuda

Se passadas semanas a dor continua a impedir o dia a dia: dormir, comer, trabalhar.

Se a tristeza se instalou em quase todos os dias, o teste de depressão pode ajudar a perceber em que ponto está. E para ler com calma: quando uma relação acaba.

Como a psicanálise olha para isto

Em «Luto e melancolia», de 1917, Freud chama «trabalho do luto» a este caminho lento: a pessoa vai-se desligando do que perdeu lembrança a lembrança, e por isso não se esquece à força. Winnicott, em «A capacidade de estar só» (1958), lembra que só conseguimos estar sós sem nos sentirmos abandonados porque, um dia, estivemos sós na presença de alguém. Quando uma relação acaba, às vezes perde-se também essa presença, e a solidão de agora acorda faltas mais antigas.

Perguntas que talvez valha a pena fazer-se

  • O que perdeu, além da pessoa?
  • O que esperava que esta relação lhe desse?
  • Já se sentiu assim antes, noutra altura da vida?
  • Que lugar aprendeu a ocupar nas suas relações?
  • O que acredita que precisa de fazer para ser amada ou amado?

Não precisa de esquecer à força. Precisa de espaço para que doa menos.

Continuar a ler

Sobre relações e fim de relação

Todas as leituras sobre relações e fim de relação →

E, quando quiser:

Perguntas frequentes

Como esquecer alguém que se ama?

Esquecer, no sentido de apagar, raramente acontece, e tentar à força costuma prender mais. Com o tempo, a pessoa deixa de ocupar o centro. Ajuda dar espaço à dor, cortar os gatilhos de todos os dias e perceber o que esta relação tocou em si.

Quanto tempo demora a passar?

Não há prazo certo. Depende do tempo da relação, da forma como acabou e do que ela significava. Se passados meses continua a impedir a vida, vale a pena pedir ajuda.

É normal querer voltar mesmo sabendo que não me fazia bem?

É muito comum. Oscilar entre querer voltar e querer esquecer faz parte. Na terapia olha-se para essa oscilação sem julgamento, para perceber o que ela protege.

A terapia é só para mim, sem a outra pessoa?

Sim. As sessões são individuais: o foco é o que está a viver.

Pâmela Friedericks
Pâmela FriedericksTerapeuta de orientação psicanalítica · Curso de Psicanálise Clínica, Instituto Holístico Portugal

Também vim do Brasil e sei o que é recomeçar. Atendo online, em português, quem vive em Portugal e quem está longe de casa.

Conhecer o meu percurso →

Fontes: OMS, «Mental health: strengthening our response»; Freud (1917), «Luto e melancolia», Standard Edition 14:237–258; Winnicott (1958), «A capacidade de estar só», Int. J. Psycho-Anal. 39:416–420; Governo de Portugal, «Nova linha de prevenção do suicídio entra em funcionamento» (10/09/2025); SOS Voz Amiga: contactos e horário; SNS 24: 808 24 24 24, opção 4 (aconselhamento psicológico, 24 horas). Atualizado em 17 de outubro de 2026. Este conteúdo é informativo e não substitui acompanhamento profissional.

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