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Cajueiro · semana 2 de 4
Quando aprendi a agradar
Ninguém nasce a querer agradar. Aprende-se, muitas vezes cedo, quando se percebe o que acalma os adultos e o que os preocupa ou zanga. Como a psicanálise olha para isto: no mesmo texto de 1960, Winnicott liga o falso self à submissão, a criança que se adapta ao ambiente em vez de o ambiente se adaptar a ela. E nota que essa submissão traz recompensas imediatas, e que os adultos a confundem facilmente com crescimento. Não se trata de culpar os pais, que tantas vezes fizeram o que podiam, às vezes com muito pouco. Trata-se de perceber de onde vem um hábito que talvez ainda mande em si.
As cartas da Pâmela
Receba uma carta a cada etapa.
Ao longo das semanas, a Pâmela escreve-lhe com reflexões sobre o que cada etapa costuma trazer. A primeira carta chega já. Só enquanto o cajueiro cresce.
Ao pedir as cartas, autoriza o envio para este e-mail e pode parar quando quiser. O que escreve no site nunca é enviado.
Voltar à infância para ver o que era elogiado, o que preocupava os adultos e que lugar aprendeu a ocupar. Faça um momento de cada vez, quando puder. Não há ordem certa nem dias marcados; o que escolher fica guardado aqui.
1Dia 1 · 3 minutos
O que era elogiado
Comece pelo lado bom. O que lhe diziam que fazia bem?
2Dia 2 · 3 minutos
O que preocupava os adultos
Há sentimentos que as crianças aprendem a esconder porque percebem que os adultos não os aguentam.
3Dia 4 · 3 minutos
O lugar que ocupei
Muitas famílias dão a cada filho um lugar: quem resolve, quem anima, quem não dá trabalho.
4Dia 5 · 3 minutos
Antes de saber o que sinto
Às vezes sabemos o que o outro precisa antes de saber o que nós sentimos.
5Dia 7 · 3 minutos
Com o olhar de hoje
Olhe para aquela criança com os olhos de agora. Sem a corrigir.
Para fechar a semana
Agradar foi uma forma de cuidar
Esta semana viu o que era elogiado, o que preocupava os adultos e o lugar que ocupou. Aprender a agradar foi, muitas vezes, uma forma inteligente de manter os laços.
O que foi escolhendo
O que é que eu deixava de sentir para que os outros ficassem bem?
Reflexão de fé (opcional)
Se tem fé, pode pensar na criança que foi como alguém que já era amado antes de fazer o que fosse. Agradar nunca foi a condição desse amor.
Pode concluir quando quiser, mesmo sem todos os momentos.
O retrato da sua semana
Só no seu ecrã. Não é um teste nem um resultado: é o desenho desta semana, como a viveu.
Quando quiser falar com alguém
Há coisas que se pensam melhor a dois.
Se o que vai aparecendo pede uma conversa, a primeira consulta com a Pâmela é online e tem 50 minutos, sem compromisso de continuar.

Também vim do Brasil e sei o que é recomeçar. Atendo online, em português, quem vive em Portugal e quem está longe de casa.